Ver-o-Peso, símbolo de Belém por excelência, está completando aniversário. São 384 anos de história, escrita diariamente pelo vai e vém de vendedores e compradores, num comércio de frutas, peixes e ervas que remonta ao início da cidade. São muitos cheiros, cores e sons identificados por quem transita ali mas, principalmente, por quem abre a janela de casa e tem esse cartão-postal como paisagem.Doca do Porto de Belém, ao lado do Forte do Castelo, quem visita Belém não pode deixar de conhecer o famoso mercado a céu aberto. É lá que a cidade acorda há mais de três séculos, com a chegada dos barcos, bem cedinho.Sua origem data da segunda metade do século XVII. Em 27 de março de 1687, quando resolveram estabelecer um rígido controle alfandegário na Amazônia, os portugueses criaram um posto de fiscalização e tributos – a casa do Haver-o-Peso. Uma balança e um funcionário público mediavam as transações comerciais da época.Os tempos passaram e a feira, onde se vende e compra de tudo, continua sendo o mais bonito cartão postal de Belém. O Ver-o-Peso é uma mistura de um passado que continua vivo, com um presente cheio de inovações que tentam adentrar naquele mundo. Começou com um ancoradouro simples, onde embarcações de todo mundo aportavam na Baía do Guajará, formada pelos rios Guamá, Moju e Acará. Atualmente ali encostam tanto os barcos de pesca quanto as pequenas canoas.
ECONOMIA
O complexo é formado pelas feiras livres do Açaí e do Ver-o-Peso, Pedra do Peixe, os mercados de Peixe e de Carne, além do estacionamento. Mais de cinco mil pessoas trabalham diariamente no local, em 1.250 barracas, distribuídas em 19 setores que vão desde hortifrutigranjeiros, importados, mercearia e refeição, até o peixe seco, artesanato e ervas medicinais. Cerca de 1,3 milhão de reais são injetados diariamente na economia paraense com a comercialização de diversos tipos de produtos. Em volume de pessoas, o complexo recebe em torno de um milhão e meio, e o fluxo de consumidores e trabalhadores que circulam no local chega a 50 mil por dia.