Dia do Marajó apresenta estratégias de fomento econômico para a região 

 Belém (23.04) – São muitas as riquezas do Marajó, tanto em cultura e tradições, como em biodiversidade e economia. Além do açaí, que tem produção mais ampla, a região tem outras cadeias, como sementes oleaginosas para a indústria de cosméticos, pesca artesanal, mandioca e madeira legalizada. O desafio é tornar todo este potencial benefício para a população dos 16 municípios marajoaras.
 O próximo encontro do Dia do Marajó, amanhã, dia 24 de abril, aborda o tema e debate os caminhos para o desenvolvimento econômico da região.
O evento, promovido todos os meses pelo Instituto Peabiru, por meio do Programa Viva Marajó, levanta quais são as referências para a tomada de decisões sobre linhas de crédito e outros investimentos. O tema será “Economia do Marajó: fomento e investimentos da região”. O Superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), José Americo Vianna, já confirmou presença. O gerente do Banco da Amazônia, Wilson Carvalho, responsável pelas concessões de crédito para o Marajo, é também um dos palestrantes.
Segundo o coordenador do Programa Viva Marajó, Carlos Augusto Ramos, existem linhas de crédito e recursos, porém o acesso ainda é difícil para as famílias ribeirinhas. “Não temos assistência técnica suficiente para atender a demanda sobre elaboração e execução de projetos de financiamento”, destaca.

Desafios – O Diagnóstico Socioeconômico, Ambiental e Cultural do Arquipélago do Marajó, realizado pelo Instituto Peabiru como apoio à implementação de sustentabilidade das áreas protegidas da mesorregião marajoara, aponta o monitoramento da produção nos municípios como uma ferramenta facilitadora de financiamentos de projetos econômicos locais. Para Ramos, monitorar e mostrar o que o município produz é fundamental. “Alguns dados do IBGE, muitas vezes, subestimam a produção de divisas geradas e tais dados são referências para as tomadas de decisões sobre investimentos na região”, explica.

Atração Cultural – O próximo Dia do Marajó vai contar ainda com um recital de poesias do poeta de Cachoeira do Arari, Antônio Moribeta. O “Dia do Marajó” foi lançado em 2010 pelo Programa Viva Marajó, coordenado pelo Instituto Peabiru e o Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável. O evento é mensal e reúne todos os meses agentes ambientais, pesquisadores, representantes de instituições e cidadãos para discutir e encontrar novos caminhos para o desenvolvimento sócio-ambiental da região.