O projeto de Desenvolvimento Local de Portel, na ilha d Marajó, avançou mais uma etapa. Os institutos de Desenvolvimento Florestal (Ideflor) e de Terras do Pará (Iterpa), a Prefeitura de Portel e o Sindicado dos Trabalhadores Rurais do município assinaram um termo de compromisso para a implantação do plano de uso dos recursos naturais nas comunidades de Jacaré Puru, Acangatá, Alto Camapari e Acutipereira.
São cerca de 260 mil hectares de terras devolutas, degradadas pela indústria madeireira e onde o Estado pretende fazer o ordenamento fundiário e ambiental para o fortalecimento da organização comunitária das duas mil famílias que lá moram. A primeira etapa desse processo foi o Diagnostico Rural Participativo, com levantamento das comunidades locais.
Além da organização do uso dos recursos naturais, o Iterpa está regularizando as áreas, com a discriminação e a arrecadação fundiária. Após o georreferenciamento e o levantamento cartorial, os quatro territórios serão transformados em glebas públicas para projetos de assentamento.
O projeto também prevê a potencialização do uso econômico das áreas envolvidas, com planos de negócio.
Segundo o técnico em gestão ambiental do Ideflor, Daniel Frances, as terras em questão foram bastante exploradas pela indústria madeireira, sem qualquer retorno para a comunidade local. “Serão desenvolvidos projetos de geração de renda para as familiais que dependem da floresta”, explica.
Daniel Frances diz que mesmo com a exploração desordenada, a terra ainda é rica em recursos naturais, como a madeira, sementes e oleaginosas. “A madeira pode ser usada na movelaria no artesanato.
Também podemos trabalhar a produção essenciais e óleos, como andiroba e outros”, destaca.
O trabalho voltado para o cooperativismo também é uma das metas do projeto, que prevê a adoção de praticas sustentáveis dos recursos naturais, restauração das florestas em áreas alteradas processamento e comercialização de produtos e serviços florestais e agroflorestais em escala comercial de produção com enfoque agroecológico.

Fonte: Agência Pará