Na mira de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) – do Senado e a da Assembleia Legislativa – e três pedidos de cassação, o deputado Luiz Sefer (sem partido) não resistiu às pressões políticas e renunciou ontem ao seu mandato parlamentar. O documento foi entregue por ele à presidência do Legislativo juntamente com uma carta aberta para população na qual diz que foi injustiçado pelas acusações de abuso sexual contra uma criança de 9 anos.

Na prática, com a renúncia, o deputado perde o direito à imunidade parlamentar e ao foro privilegiado, devendo o processo – que atualmente está nas mãos do desembargador João Maroja – ser redistribuído para um juiz da primeira instância criminalNa prática, com a renúncia, o deputado perde o direito à imunidade parlamentar e ao foro privilegiado, devendo o processo – que atualmente está nas mãos do desembargador João Maroja – ser redistribuído para um juiz da primeira instância criminal

Deputada diz que decisão foi manobra :
Para a líder da bancada petista, Regina Barata, autora de um dos pedidos de quebra de decoro parlamentar contra o deputado, a renúncia foi uma manobra do deputado para fugir do processo de cassação. ‘A renúncia foi a alternativa encontrada pelo deputado para não ter seus direitos políticos cassados. Ele teve toda oportunidade de provar sua inocência quando foi ouvido pelas CPIs, mas quando foi depor na comissão da AL, preferiu ficar calado, portanto não poderíamos fazer mais nada por ele. Sefer feriu o decoro parlamentar, sua permanência nesta Casa era insustentável’, disse.
FONTE: Amazônia Jornal