Colaboração ao blog (por e-mail )

Sei que pode parecer estranho o título deste texto principalmente num momento em que a pauta é política. Outro ponto que causa estranheza é o fato de que Monteiro Lobato era escritor e não profeta, porém espero esclarecer nas entrelinhas que se seguirão. 
Lendo algumas fontes e indicadores sociais em artigos, não pude deixar passar em branco como se não tivesse lido tais informações. Percebe-se que o índice de analfabetismo no Brasil atinge 14 milhões de pessoas, isso se considerarmos os dados do IBGE, no entanto ao observamos outros aspectos como o índice de analfabetos funcionais que são aqueles que apenas decodificam e desenham palavras, não possuindo habilidade necessária com a leitura e a escrita, para seu desenvolvimento pessoal e profissional, veremos que esse número é muito maior. 
Pois bem, introduzido com essas palavras gostaria de chamar a atenção para um “simples” ponto; nós brasileiros lemos pouco, e muitos são os motivos que nos fazem agir assim, contudo me aterei em apenas um: não temos acesso digno às bibliotecas públicas de qualidade. 
É uma constatação gritante que a preocupação com a oferta de bibliotecas por parte dos nossos governantes, se é que existe não esta alinhada com a real necessidade do nosso povo, pois para a maioria destes crápulas do poder é mais conveniente dar ao povo pão e circo, já que livros transformam, convertem, libertam, politizam. 
 Nesse sentido, como bem pontuou o professor João Machado, o investimento em bibliotecas e projetos de leitura nas escolas e fora delas revela-se como “pedra de toque” para que o Brasil se torne uma nação de pessoas alfabetizadas, esclarecidas, cidadãs, éticas e politizadas. 
 E agora pasmem, ou não! Em pleno século XXI, eleições 2012 é possível observar que há planos de governo que não contemplam em nenhum momento Bibliotecas para o povo. Não podemos e não devemos admitir que os políticos que governarão nossas cidades nos próximos pleitos façam pouco caso de algo que é tão importante, afinal como já dizia com muita lucidez o professor, escritor e cronista Bessa Freire: “uma cidade sem biblioteca é um corpo sem alma, é um cadáver”.
 Senhores políticos, de pão e circo, nós, povo, já estamos saciados. Queremos agora é vida nova, queremos alma para nossa cidade, precisamos de uma biblioteca pública atualizada e de qualidade para que possamos ajudar a construir uma nação forte e justa a começar pelo nosso município, baseados na profecia de Monteiro Lobato: “Um país se faz de homens e livros”. 

Terceira Via,

Anajás – PA