Fraudes em licitações, desvios de verbas da educação, má aplicação dos recursos da saúde e ausência de prestação de contas são as principais irregularidades envolvendo verbas federais que ocorrem em prefeituras do estado do Pará, segundo o procurador-chefe do Ministério Público Federal do Pará (MPF/Pa), Bruno Araujo Valente. As irregularidades nos municípios têm dado trabalho aos procuradores da república. Entre 2011 e 2012, o órgão foi autor de 57 ações de improbidade administrativas e denuncias penais contra prefeitos e ex-prefeitos do estado. A maioria das ações oferecidas pelo MPF são por improbidade, cujas punições são aplicadas na esfera civil. A Lei 8429/1992  que rege a improbidade no Brasil, já completou, inclusive, 20 anos.
A irregularidade na aplicação de verbas nas prefeituras tem preocupado o Ministério Público Federal que, por conta disso,  acelera o ritmo das investigações e o oferecimento das ações para punir os envolvidos.

No Marajó, o prefeito de Anajás, Edson Barros, o prefeito de Ponta de Pedras, Pedro Paulo Boulhosa, o prefeito de Portel, Pedro Rodrigues Barbosa e o ex-prefeito de São Sebastião da Boa Vista, Laércio Rodrigues Pereira, figuram entre os 57 com ações no MPF.

Fonte: O Liberal/MPF