A principal reivindicação é transformá-lo em Reserva de Desenvolvimento Sustentável 

 Belém (23.04) – Os pescadores artesanais de Santa Cruz do Arari, no Marajó, estão preocupados com uso desorientado dos recursos hídricos e pesqueiros do Lago do Arari, maior e mais importante da região. A Colônia de Pescadores e a Associação de Pescadores do município se uniram para buscar uma medida de proteção para garantir a conservação da principal fonte de subsistência dos moradores da cidade.
No próximo mês de junho, uma Assembleia Geral dos pescadores vai recolher assinaturas e construir um documento de reivindicação para que o Lago do Arari seja transformado em Reserva de Desenvolvimento Sustentável – RDS, categoria de Unidade de Conservação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). O abaixo-assinado será enviado ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a Superintendência de Patrimônio da União (SPU), da Casa Civil.
A decisão foi tomada durante uma reunião para discutir qual a melhor alternativa de destinação legal do lago, realizada na Colônia de Pescadores, com o apoio do Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó (Codetem), Associação de Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), Prefeitura de Santa Cruz e Instituto Peabiru, por meio do Programa Viva Marajó.
 “Há 25 anos havia uma parte do lago em que a pesca do tucunaré era farta, hoje não se encontra este peixe”, relata Roberto Santos, 75 anos, pescador da associação. Um dos principais indicadores da diminuição significativa do estoque pesqueiro do lago é o aumento de horas de pescaria para conseguir uma pequena quantidade de peixes. O lago também vive um regime de grande seca durante o verão, e os pescadores denunciam o represamento de água em algumas fazendas.
Segundo Manoel Potiguar, assistente de projetos do Programa Viva Marajó, presente na reunião, transformar o lago em Reserva de Desenvolvimento Sustentável é a melhor estratégia para garantir a fiscalização. “Assim, pescadores e fazendeiros do entorno do lago vão precisar se adequar a novas regras de uso, mas sem sair de suas propriedades”, explica Potiguar.

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