Meu mano (a)…. vamos votar direitinho em 03/10, não vão decepcionar o titio, hein ? …Hoje é quinta, dia da música brasileira de qualidade.
Vicente Barreto é o legítimo “tabaréu”, caipira do nordeste. Nascido em Conceição do Coité, no interior da Bahia, mas criado no município de Serrinha, tornou-se autodidata na arte de tocar violão.
Parceiro de diversos artistas da MPB, é autor de 10 discos ao longo de sua carreira. Ao todo são 1 compacto e 4 LP’s, Assim tão Moço, Rasgando a Seda, Vicente Barreto e Nação Brasileira; e 5 CD’s: Ano Bom, Mão Direita, E a Turma Chegando pra Dançar, O Melhor de Vicente Barreto e Noites sem fim dos Forrós.
Em 1973, Vicente tem sua primeira música gravada pelo Quinteto Violado, no disco Berra Boi. A Parceria em Baião do Quinji é com Fábio Paes. Aos 25 anos foi apresentado a Vinícius de Moraes, com quem compôs a música Eterno Retorno, gravada pela cantora Márcia no LP Ronda de 1977 , além do próprio Vicente no CD Mão Direita, em 1996.
Em 1979, já estabelecido em São Paulo, ele grava seu primeiro LP, contando com a participação de Gonzaguinha na música Abençoado e Santo.
No final da década de 70, Vicente Barreto começa a trabalhar com Tom Zé, apresentando-se no circuito universitário paulistano e participando dos arranjos de base nos discos Estudando o Samba e Correio da Estação do Brás, divulgados internacionalmente por David Byrne e seu selo Luaka Pop. Também compôs com Tom Zé, “Hein!”, “Esteticar” e a atualíssima “Vaia de Bêbado não Vale”.
Outra parceria de grande sucesso foi com Alceu Valença, nas músicas Morena Tropicana, Cabelo no Pente, Pelas Ruas que Andei, Tirana, Dia de Cão, Vou pra Campinas e Pirapora, que projetaram a carreira dos dois artistas no cenário nacional e internacional. A partir daí, Vicente Barreto passa a ser reconhecido como um grande compositor da Música Popular Brasileira.
Diversas intérpretes da MPB também cantaram as músicas de Barreto. Mônica Salmaso e Vânia Abreu gravaram Na Volta que o Mundo Dá, com letra de Paulo César Pinheiro, parceiro em diversas canções e um dos mais importantes da carreira de Vicente. As mais recentes interpretações das músicas de Paulinho e Vicente foram nas vozes de Maria Bethânia, em Capitão do Mato, música gravada no CD Brasileirinho e na voz da cantora Sônia Rosa que gravou a música inédita Pássaro Solto no CD Depois do nosso Tempo, produzido em Tóquio em 2007.
Celso Viáfora, letrista e compositor paulistano, é outro parceiro constante. A composição mais conhecida é A Cara do Brasil, música gravada por Ney Matogrosso no CD Olhos de Farol, agora re-gravada por ele em seu novo lançamento. Outros sucessos da dupla são Por um Fio e A Notícia.
Outros parceiros importantes para a carreira de Vicente foram Chico César, Hermínio Bello de Carvalho, Jorge Melo, Belchior, Paulinho Pedra Azul, Luís Nassif, Antônio Carlos Costa Neto, Walter Queirós, Antônio Carlos Carvalho, entre outros.
Desde seu último disco gravado “Noites sem fim dos Forrós”, no ano de 2002, Vicente Barreto, com a inquietação que movimenta os grandes artistas, vem aprimorando suas composições e seu modo de cantar na procura por novos caminhos. Essas mudanças podem ser percebidas em seu mais novo CD, o de número dez em sua carreira. O álbum, que recebe o nome Vicente, será lançado oficialmente no Brasil em 04 de abril de 2009. O CD também foi disponibilizado no mercado japonês e pode ser encontrado na internet no ITUNES.
Novas parcerias também trouxeram uma cara nova ao disco. Zeh Rocha, compositor pernambucano, parceiro de Vicente no início da carreira, retorna com quatro belas músicas. Carlos Rennó, letrista e jornalista paulistano dá um tom moderno e atual à faixa “Esse Rio”.
Gravado em Campinas e produzido por Marco Bosco para Koala Records, o álbum conta com arranjos de Paulo Calasans, que também tocou todos os teclados, Marco Bosco na percussão e, pela primeira vez, Rafa Barreto, seu filho, participa da gravação dando um toque especial às músicas com o som tirado de sua guitarra.
Fonte: Myspace e Youtube