Meus manos (as) chegamos em mais uma quinta, falta pouco pra mais uma edição do Festival do Açai em SSBV, vanos nos deliciando com o melhor de nossa música, feita por paraenses. Hoje, falaremos de Marco André

Natural de Belém do Pará, o cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos, vem buscando ao longo da carreira um caminho coerente com sua formação, compromissado com a qualidade da música que produz. Após inúmeras participações em festivais e apresentações em palcos paraenses, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1985. Seu primeiro trabalho reconhecido no Brasil foi a gravação para a música ‘Meu bem, meu mal’ de Caetano Veloso, trilha sonora de abertura da novela homônima da Rede Globo, em 1990, que fazia parte de seu primeiro disco, ‘Olhar e segredo’. Em 2002 Marco lança seu segundo disco ‘Marco André 20 anos’, uma coletânea com as músicas mais importantes para a sua carreira até então, principalmente as que fizeram sucessos no norte do país. No currículo de Marco André consta sua participação no carnaval carioca de 2004, quando convidado por Dominguinhos do Estácio, cantou o samba enredo da Unidos do Viradouro em homenagem ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré em plena Marques de Sapucaí. Neste mesmo ano o artista lançou seu terceiro CD, Amazônia Groove. O disco deu a Marco André o início de uma carreira internacional. As músicas Varrido de Amor e Função das Coisas entraram em 3 coletâneas de músicas brasileiras distribuídas no Japão, Itália e Portugal. As músicas Vinheta de Mestre Verequete e Caringlobalizado passaram a fazer parte de uma Coletânea de Tom Jobim chamada TOM da Amazônia, produzida pela Fundação Roberto Marinho e distribuída no mundo inteiro. Amazônia Groove foi considerado pela FROOTS Magazine, a principal revista de World Music da Europa, através do crítico musical Marcos Sacchi, entre os 10 (dez) melhores discos de 2005 quando da publicação do seu 25º aniversário. O famoso radialista de Seattle, Derek Mazzone, da rádio KXPM, também apontou no mesmo ano o Amazônia Groove entre os melhores de 2005, como um dos seus indicados do mês de maio. O CD se destaca na programação da Worldmix Radio de Nova York, ficando sempre nos primeiros lugares na preferência dos ouvintes durante alguns meses. Através deste trabalho foi indicado como finalista em 2 categorias do Prêmio TIM, principal premiação da musica brasileira, em 2005, como melhor cantor regional e melhor cantor por voto popular. Foi vencedor do prêmio TIM de melhor cantor regional. Ainda em 2005 foi escolhido como melhor cantor pop regional no primeiro Prêmio Cultura de Música, da Tv e Rádio Cultura do Pará, principal premiação do mercado fonográfico do norte do país. Marco sempre esteve dentro dos estúdios, uma de suas paixões. Sendo assim, assumiu a produção de vários projetos tendo a oportunidade de conviver com os melhores músicos do pais, seus grandes intérpretes e compositores. Paulinho da Viola, Elba Ramalho, Jane Duboc, Altamiro Carrilho, Célia, Zé Luiz Mazziotti, Dominguinhos, Dominguinhos do Estácio, Humberto Araújo, Neguinho da Beija-Flor, Verônica Sabino, Sebastião Tapajós, Robertinho Silva, Gilson Peranzzetta, Sacha Amback, Flávio Venturini, Leo Gandelman, Zé Renato, Nelson Gonçalves, Paulinho Moska, Chico César, Nilson Chaves, Vital Lima, Arismar do Espírito Santo, Mauricio Einrorn, Cláudio Nucci e Leila Pinheiro são algumas das estrelas que trouxeram aprendizados importantes para sua carreira participando de seus trabalhos. Como músico atuou em CDs de Beth Carvalho, Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Cláudio Nucci, Celso Viáfora, Jane Duboc, Sebastião Tapajós e de vários artistas independentes. Já dividiu o palco fazendo shows pelo Brasil com Zizi Possi e Vitor Ramil (Projeto Pixinguinha – artista local), Leila Pinheiro e Wagner Tiso (Projeto Pixinguinha nacional), Orquestra de Música Brasileira (Projeto Pixingão, sala FUNART – RJ), Cláudio Nucci, Fafá de Belém, DJ Dolores, Paulinho Moska, Jane Duboc, Paula Lima, Nilson Chaves, Flávio Venturini, Martinália, Vital Lima, Sandra de Sá, Sebastião Tapajós, Dominguinhos do Estácio e Dona Ivone Lara. Tem músicas gravadas por nomes consagrados de nossa MPB. Entre eles destacamos Jane Duboc, Leila Pinheiro, Paulo César Feital, Fátima Guedes, Grupo Exalta samba, MPB – 4, Dominguinhos do Estácio e Vital Lima. Hoje Marco se divide no artista que viaja mostrando sua arte por todo o país e no produtor destacado pela imprensa especializada. Influências Minhas influências são muitas. Desde os cantadores de boi e carimbó do meu Pará a Caetano Veloso e Chico Buarque. Devido a proximidade com o Caribe, nós que nascemos no norte do Brasil temos um sotaque bem latino em nossas harmonias, e é por isso que adoro música cubana. Tenho muito respeito pela música americana, principalmente o Jazz, e acrescento um pouco de tudo no meu temperado tabuleiro musical.

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