Meu mano (a), hoje é quinta, dia de conhecermos o melhor de nossa música. Hoje conheceremos o excelente Lula Barbosa….

Assim ele conta um pouco de sua vida…

Cresci em São Paulo, na Vila Santa Catarina atrás do Aeroporto de Congonhas, onde o lazer preferido era irmos ao aeroporto ver os aviões chegarem e decolarem nos idos anos 60. Esse era o passeio preferido dos paulistanos que moravam ao redor do romântico aeroporto. Naquele tempo era como se a gente vivesse no interior, pois não havia quase luz de rua e volta e meia tinha gente em volta de uma fogueira, meus tios com violão, cavaquinho, sanfona, flauta, batata doce, quentão e a seresta ia até altas madrugadas, e eu só espiava e sonhava com músicas de Francisco Alves, Orlando Silva, Ataúfo Alves, Dalva de Oliveira, Caubí Peixoto, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Ângela Maria, Cascatinha e Inhana etc…
Concluí o ginásio no GEBI no Jabaquara, que ficava atrás da garagem de ônibus da CMTC e acompanhava a Dona Lourdinha de Pirajú, minha professora de música nas aulas e incentivado por ela participei do primeiro festival da 2ª Delegacia de Ensino do Estado de São Paulo com o samba “Meu sonho na avenida” de minha autoria, Joel e Paulinho: ganhei o 2º lugar ao lado do grupo Semente.
Não parei mais. Continuei nos festivais estudantis. Concluí o colégio no C .E. Quirino Ferreira na Vila Guarani e fui fazer o cursinho no Anglo Latino na Tamandaré, na Liberdade. Queria ser engenheiro, mas, na hora do intervalo a gente tinha o som no DA supervisionado pelo Barba (prof. Jonas) produtor dos shows da turma e que shows! Lá conheci verdadeiros bambas da nossa música como o Joel Nunes, Mineiro, Dudah Lopes, Mariô, Pércio e Marcio Marote, Fernando Carvalho, Mexerica do grupo Canto a Canto, Nico Rezende, Ulisses Rocha, Jose Lópes, Claudia etc…1976 era o auge da MPB e eu já estava totalmente envolvido, tomado com a música de Chico, Milton, Simone,Taiguara, Gil, Geraldo Vandré, Caetano, Edu Lobo, Gonzaguinha, Ivan Lins, Elis, Clara Nunes, Vinícius, Tom Jobim, Egberto Gismonti etc…e não tinha percebido que ali estava o meu caminho. Entrei na Metodista (Instituto Metodista de Ensino Superior) para fazer Publicidade e Propaganda. No show de calouros fui chamado ao palco pelo Tom Zé, atendendo aos reclamos da minha turma da faculdade e meio sem jeito acenei com as mãos mas, não subi ao palco por timidez. Daí não teve jeito, abandonei os estudos no 4º ano, sob protestos da minha mãe e da Tia Hélia, minha segunda mãe, e segui com a música até os dias de hoje. E não me arrependo, pois tudo o que tenho e sei foi a música que me deu e me ensinou
Abaixo, veja vídeo.