Banco do Brasil reservou recursos para inaugurar agências este ano, mas algumas prefeituras ainda não tomaram todas as providências necessárias

Representantes do Banco do Brasil (BB) confirmaram nesta quarta-feira, 14 de dezembro, que o banco reservou recursos para inaugurar dez agências no arquipélago do Marajó, no Pará. O lançamento das novas unidades, que estava previsto para este mês, só não ocorreu porque alguns municípios ainda não providenciaram toda a documentação necessária.
A confirmação da possibilidade de instalação das agências foi feita durante reunião com representantes dos municípios e de organizações sociais marajoaras promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU). Desde 2010 o MPF e a DPU vêm participando das conversações para a criação das agências no arquipélago.

No entanto, de acordo com o banco apenas os municípios de Anajás, Curralinho, Gurupá e São Sebastião da Boa Vista assinaram acordo com o BB para a instalação das agências. Os municípios de Bagre, Cachoeira do Arari, Chaves, Muaná, Ponta de Pedras e Salvaterra ainda não deram retorno ao banco.

Para facilitar e acelerar a inauguração das agências o BB está permitindo que os municípios assinem contratos provisórios, possibilitando o início da instalação das unidades até que toda a documentação seja providenciada pelas prefeituras.
Um dos integrantes da Coordenação de Desenvolvimento do Território do Marajó (Codetem), Assunção Novaes, informou que a entidade vai mobilizar representantes em todos os municípios para cobrarem das prefeituras mais agilidade no estabelecimento da parceria com o banco.
Além da assinatura do contrato, para habilitarem-se à parceria basta que os municípios providenciem um imóvel com infraestrutura básica e repasse ao BB a administração da folha de pagamentos dos servidores municipais.
O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Alan Rogério Mansur Silva, o defensor público Anginaldo Vieira e os demais participantes da reunião com o Banco do Brasil ressaltaram a importância da instalação das agências, que facilitará a implementação de políticas públicas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de reduzir o número de assaltos a pessoas que saem de seus municípios para utilizar serviços bancários em Belém.
Juntamente com o MPF e a DPU, a Casa Civil da Presidência da República, que coordena o Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável do Marajó, também vem participando das negociações para a instalação de agências no arquipélago, com a tomada de medidas para viabilizar a chamada “cidadania bancária” na região no menor prazo possível.

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