Há investimentos governamentais suficientes para o desenvolvimento sustentável da ilha do Marajó, no Pará, mas os resultados dos gastos públicos precisam ser fiscalizados de perto para que os recursos realmente beneficiem a população mais carente. Tal ponto de vista foi defendido pelo Ministério Público Federal em debate realizado na terça-feira (8) na sede do órgão em Belém com representantes dos governos federal e do estado.
O subprocurador-geral da República Eugênio Aragão tem até outubro para apresentar oficialmente a proposta ao governo federal. Aragão é coordenador do setor do MPF responsável pela integração e revisão da atuação institucional na área do patrimônio público e social e improbidade administrativa.
‘Queremos provocar o debate para mostrar que essa questão, a da cobrança de resultados, é a questão principal hoje para o desenvolvimento do Marajó’, explicou o procurador da República Alan Rogério Mansur Silva, que participou da reunião juntamente com a procuradora da República Ana Karízia Távora Teixeira, ambos integrantes da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.
Participaram da reunião representantes das Secretarias de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes), da Saúde (Sespa), da Cultura (Secult) Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Defensoria Pública da União, Universidades do Estado do Pará (Uepa) e Federal do Pará (UFPA), entre outros.

Fonte: Ministério Público Federal