Gregório Damasceno dos Santos, nasceu na Vila de Mangueiras, Salvaterra. Ficou cego aos 19 anos, num acidente da construção civil, com a alavanca de uma betoneira. Costuma dizer que “a boniteza não vem apenas dos olhos, vem também do coração e do amor”.

Com mais de meio século de vida é pescador e desenvolve suas atividades normalmente, seja em alto mar ou nos rios onde é conhecido por pescar com as próprias mãos.

É um exímio jogador de dominó (campeão local) e transita pelas ruas da cidade com a mesma tranqüilidade que qualquer outra pessoa, sem o auxílio de instrumentos guias. É pai de nove filhos e destes apenas o mais velho lhe acompanha na atividade de cantar suas composições (que somam mais de 100 – cem) e montar a comédia de boi bumbá apresentada pelas ruas da cidade durante a quadra junina.

“É uma lenda viva do folclore salvaterrense marajoara e, portanto, patrimônio cultural imaterial paraense”, decreta Guto Nunes.

Abaixo é possível assistir uma entrevista com ele e com sua mãe, Dona Sebastian, curandeira de mão cheia.