Mais uma vez o marajó é retratado de forma depreciativa pela mídia paraense. O caderno “Polícia ” de O Diário do Pará” deste domingo, traz uma matéria com o titulo ” Marajó, esquecido até por Deus”. Mas, o que mais assusta é que esta frase derrotista saiu da boca de um padre, mais precisamente o padre responsável pela paróquia da cidade de Curralinho, uma das mais carentes do arquipélago. Marco Gnato, em outra reportagem do Diário, falou: ” Deus criou o Marajó, e o esqueceu”. Sinceramente não entendo este tipo de manifestação da igreja, a realidade é na verdade grave, mas, se um representante do segmento cristão, que deveria fomentar à mudança desta realidade, começa a discursar à favor do derrotismo, as coisas continuarão graves e sem solução breve.