A malária atinge, no mês de julho, o pico sazonal de ocorrência da doença, o que deve aumentar o número de casos, principalmente, na região do Marajó e em áreas degradadas pelo processo de desmatamento. É o que afirma a Secretaria de Estado de Saúde. Mesmo assim, a Sespa diz que o Estado vem reduzindo, ano a ano, a ocorrência, que passou de 300 mil casos em 2000 para 68 mil casos em 2008, o menor resultado dos últimos 25 anos. Segundo Amiraldo Pinheiro, diretor de endemias da Sespa, o Marajó é considerado área endêmica de exposição do mosquito, geralmente, áreas de florestas e de ação extrativista. Ele confirmou ainda os primeiros surtos da doença no município de Portel, que já somam mais de 30 casos. Mesmo assim, a expectativa do órgão é que o patamar da doença permaneça o mesmo do ano passado. “Nós já temos laboratórios para detectar a doença na região, disponibilizando rapidamente o diagnóstico e o tratamento da doença”, afirma. O tratamento é feito na própria comunidade. Assim, de acordo com Pinheiro, o vetor da doença, o mosquito Anopheles, não se prolifera, pois, o ciclo de contaminação passa do mosquito para o homem, e novamente, do homemparaomosquito.Eleexplica que, no caso do Marajó e outras regiões de incidência, as pessoas que moram nessas áreas, não têm residência fixa e moram em casas pouco estruturadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, 27 municípios paraenses concentram 90% dos casos de malária do estado do Pará, cinco deles (Anajás, Itaituba, Ipixunas, Goianésia, Pacajá) reúnem 50% dos agravos. “A mortalidade da Malária, hoje, é baixa, fica em 0,1% para cada 100 mil habitantes”, garante o diretor . No Brasil, a doença teve uma redução 31 % de casos de 2007 (457.466) para 2008 (314.408). A doença atinge as áreas mais pobres e regiões de garimpo. O período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço.
FONTE: Diário do Pará