A estiagem na região do Marajó e nordeste paraense chegará mais cedo este ano e será a mais forte dos últimos 30 anos, conforme prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A causa da antecipação do período de seca, que normalmente se inicia no decorrer do mês de agosto, deve começar no mês de julho por causa do aquecimento das águas dos Oceanos Pacífico e Atlântico, que contribuem para a diminuição do período de chuvas nas regiões.
De acordo com o coordenador do 2º Distrito de Meteorologia (Disme), José Raimundo Abreu, a região Sul do Pará também deve ser castigada pela escassez de chuva e as temperaturas devem chegar a 37° C.
O período de estiagem no arquipélago do Marajó faz parte do clima naquela região e, geralmente, começa em meados de agosto e setembro. No entanto, este ano a meteorologia alerta que a seca começará em julho em virtude das anomalias registradas no campo de precipitação.
Dentre as anomalias citadas pelo coordenador do 2º Disme, destaca-se aquecimento das águas do Pacífico, em sua região equatorial, e do Atlântico tem influenciado diretamente na pouca formação de chuvas. “O índice pluviométrico (quantidade de chuvas) no município de Breves é de 180 mm no mês de junho, este ano não atingiu a marca de 20 mm. Isso já é um indício para o aceleramento da chegada da estiagem”, atentou José Raimundo Abreu.
O baixo índice pluviométrico registrado em Breves é o mais baixo dos últimos 30 anos e implica também no aumento da temperatura. A seca muda totalmente a paisagem daquela região, onde o pasto some e alguns rios secam. A produção de búfalos e gado é afetada, pois os animais ficam sem água para beber e a alimentação fica escassa.
Apesar da antecipação da estiagem, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) confirmou o calendário de vacinação do gado para o mês de agosto.

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