A partir de maio, mais de 1.200 ribeirinhos de Melgaço, no Marajó, começarão a receber um atendimento mais direcionado do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por meio de um contrato de chamada pública com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
 Os ribeirinhos, que são agroextrativistas, vivem em cinco projetos de assentamentos federais: Ilha de Melgaço, Ilha Grande de Laguna, Mujirum, Ilha Santa Maria I e Ilha Santo Amaro. As famílias trabalham principalmente com pesca artesanal, açaí e produção de óleo de andiroba. “Infelizmente, a extração ilegal de madeira também é uma atividade forte na região. O prejuízo ambiental já é evidente.
Se antes o agricultor retirava a madeira do quintal dele, digamos, hoje ele precisa andar um quilômetro para encontrar árvores. Além disso, o preço pelo qual ele acaba vendendo a madeira é escravizante”, aponta o técnico em agropecuária Mauro Monteiro, chefe do escritório local da Emater.

A chamada pública, que representa um investimento de quase R$ 3 milhões por parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário, prevê a contratação temporária de 27 profissionais especializados para trabalharem na elaboração de Planos de Desenvolvimento de Assentamento (PDAs) e no acompanhamento presencial dos sistemas socieconomicos e de produção das comunidades.
 “Considerando o isolamento geográfico dos assentamentos em relação à sede do município, uma das propostas é que o atendimento às famílias pela Emater se complemente com as equipes excursionando dentro de um barco, uma espécie de escritório governamental itinerante”, explica o zootecnista da Emater Fabrício Marçal, gerente do lote dessa chamada pública.

Fonte: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=96940