O chefe da Representação do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro, Adair Leonardo Rocha, afirmou que, do ponto de vista conceitual, a ideia da cultura como um grande negócio não é correta. ‘Porque cultura é muito mais que isso’.
Segundo ele, é com base nisso que o ministério vem empreendendo esforços para aprofundar as políticas públicas, de modo a consolidar uma visão cultural brasileira que abranja as diferentes linguagens, com prioridade para os espaços periféricos, ‘onde existam os pressupostos do acesso e do direito que todo mundo tem à cultura’.
Nesse sentido, Rocha destacou a importância do Vale Cultura, lançado na semana passada pelo governo federal.
Inicialmente, o Vale Cultura será distribuído a 2 milhões de trabalhadores. O cartão terá valor mensal de R$ 50,00 para gastos em cultura. Rocha comentou que, do ponto de vista da formação do público e da produção das artes, o cartão ‘vai trazer uma mudança enorme’, porque promoverá uma grande circulação de dinheiro no país.
Rocha destacou que o Plano Nacional da Cultura que vem sendo formatado pelo governo vai estabelecer critérios claros de participação da União, estados e município no direcionamento de verbas para a cultura.
‘Isso vai ampliar em muito as verbas orçamentárias da cultura. Então, é cultura como expressão simbólica, como cidadania e como economia’.
Para Rocha, quanto mais acesso da população à cultura mais a renda do setor aumenta, da mesma forma que o consumo. Ele reconheceu que o aspecto da cultura como economia tem sido pouco trabalhado no Brasil.
A política de aumento dos pontos de cultura em nível nacional vai nessa direção. Cada ponto de cultura com as três cotas que recebe da União, estado e município, no total de R$ 160 mil, é um gerador de emprego direto e vai fortalecendo a linguagem específica de cada grupo.
FONTE: Ag. Brasil