Com o avanço dos infectados pelo CORONAVIRUS (COVID-19) pelo Brasil, o anuncio das primeiras duas mortes e do primeiro caso da doença no Pará, o povo marajoara, já calejado de tantas doenças que por décadas lhe afligem, como a malária, doença de chagas e raiva humana, está novamente vulnerável  agora diante de uma pandemia.

Sem uma estrutura hospitalar adequada em um território continental, os 570 mil habitantes da ilha estão preocupados com a chegada da doença no furos e rios do Marajó.

Percebe-se que, ignorando as ações de governos estaduais e municipais pelo Brasil, que baixam decretos e portarias tentando minimizar o contágio e/ou disponibilizar mecanismos para que se evitem aglomerações, Prefeituras, Secretaria Regional do Marajó e AMAM -Associação dos Municípios do Marajó, até o momento estão em estado letárgico diante de iminente problema de saúde pública.

Indo na contramão, o prefeito de Chaves, Bira Barbosa, e o prefeito de Bagre, Nilson Farias, baixaram na tarde de hoje decretos suspendendo as aulas na rede municipal de ensino. No entanto, os outros  prefeitos da região estão esperando a providência divina.

Cabe a quem a responsabilidade de “abraçar” esta gente sofrida e preocupada do Marajó?