Um suposto complô político foi descoberto pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em plena disputa pela presidência regional do PT no Mato Grosso do Sul, cuja eleição acontecerá em novembro. Disputam o cargo José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, tido como pré-candidato a governador nas próximas eleições, e o senador Delcídio do Amaral, que defende a reeleição do atual dirigente do partido, deputado estadual Amarildo Cruz. Em documentos encaminhados ontem ao secretário estadual de Segurança Pública Vantuir Jacine e ao superintendente da Polícia Federal José Rita Martins Lara, o senador diz que o esquema tinha como objetivo desmoralizá-lo e favorecer Zeca do PT. Delcídio pede ainda uma apuração rigorosa das denúncias feitas pelo cabo eleitoral do PT, Ademar Pereira Mariano. Mariano foi preso na noite de sexta-feira (13), quando tentou passar por uma barreira da PRF na BR-262, no município de Terenos, a 25 quilômetros de Campo Grande, dirigindo um carro roubado, com documentos pessoais falsos e dezenas de contratos da Agência Estadual de Habitação (Agehab), também falsificados. Ele confessou aos policiais rodoviários que toda a falsificação era parte de “um golpe político-partidário”. O cabo eleitoral ficou preso na delegacia de Terenos, onde no sábado prestou depoimento ao delegado Edson Henandes Pigoso. Mariano apontou como autores e coautores do golpe o deputado federal Vander Loubet, sobrinho de Zeca do PT, a delegada de Crimes.

DIÁRIO DO PARÁ
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