Elaboração de livros didáticos que valorizem a cultura marajoara; inclusão digital nas escolas do campo; e a construção de uma política de ensino superior para o Marajó são algumas das demandas do primeiro documento elaborado por marajoaras sobre as necessidades da educação ribeirinha.
 Cerca de 50 entidades locais se reuniram para construir a “Carta do Território da Cidadania do Marajó Sobre a Educação Ribeirinha”.
O evento foi realizado no município de Portel, entre os dias 28 e 30 do mês de março, pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó (Codetem), Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), em parceria com a Rede de Educação Cidadã (Recid) e Programa Viva Marajó, do Instituto Peabiru e Fundo Vale.
 “Foi uma iniciativa da sociedade marajoara na busca por cidadania. Mais do que isso, trata-se da valorização dos educadores do campo que lutam por dias melhores para nossa gente”, afirma Assunção Cacau Novaes, coordenador do núcleo diretivo do Codetem. O documento traz sete eixos de reflexão sobre a estrutura atual da educação na mesorregião do Marajó, além de apontar caminhos para a solução dos reais problemas enfrentados nas escolas ribeirinhas. A conclusão do documento destaca o principal desafio da educação no Marajó: “De todos os desafios existentes, o maior é, sem dúvida, encontrar uma nova filosofia de ensino e educação, desta vez, com olhar verdadeiramente marajoara”.

Fonte: Su Carvalho -Gerente de Comunicação – Instituto Peabiru