Os prefeitos de Cachoeira e Santa Cruz do Arari decretaram situação de emergência nos municípios devido à forte chuva que caiu em todo o Estado na última terça-feira. Os rios da região subiram 2,5 metros. Casas ficaram alagadas, famílias desabrigadas e os postos de saúde lotados com casos de doenças gastrointestinais. Somente em Cachoeira do Ariri, mais de 1900 pessoas foram atingidas pelas enchentes. Deste total, 81 estão morando em abrigos. Em Santa Cruz, essa número é um pouco menor, 20 pessoas estão desabrigadas. Entretanto, por causa das previsões do tempo nada otimistas, é possível que esse número aumente consideravelmente.
A governadora do Estado, Ana Julia Carepa, já enviou membros da Defesa Civil para avaliar a situação dos municípios. A previsão é que até o final do dia de hoje ela homologue a situação de emergência nas duas localidade e, a partir disso, envie recursos financeiros e técnicos especializados para minimizar os prejuízos da enchente. De acordo com o tenente da Defesa Civil, Fábio Cardoso – que acompanhou de perto a situação nos municípios – como a região é uma planície o aumento do nível dos rios é suficiente para alagar toda a cidade.
Em Santa Cruz, três comunidades foram atingidas. Já em Cachoeira do Arari, a zona rural e as comunidades ribeirinhas foram as que mais sofreram com as enchentes. Embora a zona rural esteja fora de risco, ela está totalmente isolada. ‘Com as estradas alagadas, só é possível chegar no local de búfalo ou por via aérea. Já nas comunidades ribeirinhas a situação está sendo contornada pelas famílias. Elas colocaram mais ripas de madeira nas palafitas para subir o assoalho das casas’, disse o tenente Fábio Cardoso. A rodovia 154, que liga o município a Salvaterra, está intrafegável.
Mas o maior problema, segundo o tenente da Defesa Civil, são os prejuízos secundários, como o aumento de endemias gastrointestinas. Como nos municípios não existe saneamento básico, as crianças acabam bebendo água misturada com dejetos de latrinas. Prova da gravidade da situação em Cachoeira do Arari é o aumento da demanda nos hospitais da cidade. ‘A demanda normal era de 30 atendimentos ao dia, mas, por causa da enchente, esse número subiu para 106’, informou.

FONTE: Amazônia Jornal