Foi preso um homem que se identificava como delegado da Polícia Civil do Pará para obter passe-livre em viagens e outras vantagens, na última sexta-feira (17), enquanto viajava no navio que faz a linha de Belém para Breves, na Ilha do Marajó. O flagrante foi realizado pelo delegado Diego Máximo, da Delegacia de Breves, que fazia a mesma viagem e que descobriu o falsário após o acusado confessar que estava mentindo. O acusado foi identificado como Alan Pascoal Rego que vai responder pelo crime de falsa identidade.
 O delegado explica que seguia em viagem no navio Bom Jesus, por volta de 6 horas da manhã, quando soube, por outras pessoas, que havia a bordo um homem que estava se identificando como delegado de Polícia Civil, mas que as pessoas desconfiavam que ele estava mentindo. Assim, o delegado Diego resolveu abordar o suspeito que se identificou verbalmente como “Delegado Pascoal da Homicídios”.
 Sem saber que conversava com um delegado de Polícia, Alan Pascoal chegou a afirmar que estava trabalhando demais, pois contava apenas com dez escrivães de Polícia em sua Delegacia. Além disso, explica o delegado Diego, “o suspeito utilizava vocabulário e vestimentas incompatíveis com o cargo de delegado, e possuía tatuagens em formato de coração no antebraço”.
 Assim, o policial civil revelou ao falsário que era delegado de Polícia e solicitou a Alan que se identificasse por meio de documentos. O acusado alegou, no entanto, que não tinha a carteira de identidade funcional, nem arma nem distintivo policial. Em seguida, após o delegado avisar ao suspeito que ele seria preso por falsa identidade, Alan confessou que estava mentindo e pediu desculpas ao policial, alegando que “precisava ir embora porque estava atrasado para um compromisso”.
 Alan foi conduzido para a Delegacia de Breves, onde foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por falsa identidade, crime que tem pena prevista no Código Penal de três meses a um ano de reclusão, ou multa.
 Após assinar o TCO, Alan Pascoal foi liberado. Ele se comprometeu a comparecer ao Fórum de Justiça em Breves para responder pelo crime.

 Fonte: Polícia Civil/ROMA NEWS